Dona Rosa não conseguia escutar muita coisa, mal ouvia o barulho dos móveis sendo puxados de um lado para o outro por alguns inquietos, e que ainda tinham vigor sobrando, que moravam com ela.
Isadora olhou seu calendário. Era 30 de dezembro. Em dois dias um ano novo viria. Ela sentiu como se colocassem um enorme peso em cima de sua auto-estima.
Uma das primeiras coisas que fiz quando comecei esse blog foi entrar no desafio criado pela Vanessa Chanice, caso não saiba - ou não lembre - como fui, vá na tag do desafio "Poem a Day". É... talvez eu não tenha cumprido direitinho os dias...
Nota: Não estou com muito tempo para os desafios (tanto Poem a Day quanto o da série), infelizmente. Consegui fazer o de hoje por ser relativamente simples
Mariana encarava seu dever de
casa. Já era noite e ela não estava nem um pouco interessada em ir na aula no
dia seguinte. A matéria era literatura. Estudavam poemas. A professora
Jaqueline, mulher a qual Mariana admirava grandemente, havia lhe dado um de Cecília de Meireles para ser apresentado semana que vem. A garota analisava
o poema que estava em sua frente.
Fiquei parada por um bom tempo pensando sobre a paixão. Palavra difícil para quem ama e impossível para quem não se sente na obrigação. Foi então que entendi, ao falar sobre paixão não preciso falar sobre amor romântico, paixão é mais do que isto. Sei que gosto de dias em que o sol é apenas um coadjuvante e que o vento fresco é o principal, nesses dias me sinto um pouco mais viva e vejo o mundo um pouco mais colorido.
Mas e se você se olhar no espelho?
Olhar no sentido de se analisar. Vai se achar feio? Bonito? Vai gostar daquela
ruguinha que forma entre as sobrancelhas quando você franze o cenho? Vai achar
que aquela linha de expressão que forma ao redor da boca, quando sorri, te deixa pelo menos
uns 5 anos mais velho e vai pensar que daqui a pouco já terá que recorrer para tratamentos estéticos?
O céu é uma das coisas mais
imprevisíveis que conheço. Sério. Não adianta meteorologista dizer que vai
fazer sol, que no fim de semana vai chegar uma frente fria ou que irá ficar
nublado o dia inteiro. Por causa disto, gosto de ficar imaginando se ele fosse
um reflexo de nosso humor, afinal, o humor também é algo imprevisível. Uma hora
você está bem, sorrindo, e na outra, algo já faz com que fique bravo, com o
rosto todo vermelho enquanto conta “10, 9, 8...” mentalmente para voltar a si.
- Se descreva.
E é nessa hora em que eu congelo.
Me descrever? Como posso fazer isso? Eu posso falar que meu cabelo é negro e,
recentemente, tamanho médio. Posso também falar que tenho sardas espalhadas pelo rosto,
característica que me faz parecer menos branca do que sou. Mas será que estão
interessados em saber que basta uma brisa no fim da tarde para me fazer arrepiar
de frio, mas quando o frio chega é mais difícil de isso acontecer?
Sou uma pessoa de sorriso fácil,
mas para cada situação tenho um diferente. Basta prestar atenção nos detalhes.
Começando o blog oficialmente (não que a postagem anterior não tenha dado um start, mas este é o primeiro post que escrevo aqui) com um desafio. Por que não, né?
Ok, talvez eu não seja muito conhecida por ser pontual, mas decidi tentar após um breve encorajamento da Barbara Herdy. Aliás, ela é que me falou sobre este desafio. Sobre o que ele é? Bom...


















