Não esperava nada menos do que muita diversão naquele 12 de dezembro. O ano era 1996 e eu mais dez amigos tiramos uns dias de férias da faculdade para uma viagem cheia de aventura. O começo clichê de qualquer história de terror, mas que, para aqueles onze jovens, aparentava ser na verdade, o começo de uma história que contaríamos pelo resto de nossas vidas. Bom, eu pelo menos, contarei essa história pelo resto de minha vida. Já que eu sou a única que posso fazer isso.
Aquelas foram semanas em que são marcadas na memória com a aparência de anos. Anita é o nome da mulher que até hoje vive em meus pensamentos. Eu era apenas mais um garoto qualquer que pulava de cidade em cidade procurando motivos para conhecer a próxima. Minha década dos vinte anos pode ser contada inteira junto com a kombi vermelha e branca que comprei logo que juntei o dinheiro ganho após trampos conseguidos durante a adolescência, mas meu vinte e seis pode apenas ser contado junto com a história de Anita.
História é algo muito relativo, não é mesmo? O que é algo histórico aqui, não é em outros países, o que é em outros países, não é aqui. A maior parte das coisas históricas de importância mundial são tragédias. Então sobre o que histórico eu poderia escrever? Se história tem essa capacidade de ter sua importância determinada a partir do ambiente em que o indivíduo vive, tenho a total liberdade de escrever sobre algo histórico na minha vida, não? Algo que me marcou, que fez a diferença.
Finalmente havia chegado na casa em que o mapa indicara e apesar de estar mais antigo do que poderia imaginar, Anita identificou o "x" daquele papel velho, era ali mesmo, a menina estava com Carlos, seu melhor amigo, eles tinham esse costume de querer conhecer lugares que davam medo nas pessoas, talvez por terem tido a infância regada a desenhos do Scooby-Doo. Ambos estavam paralisados em frente da casa mais assustadora de que já foram atrás. Ficava em uma rua pouco iluminada e nenhuma casa em volta estava ocupada, talvez os antigos moradores dessas casas comprovaram a lenda de que os moradores pioneiros ainda viviam ali. Carlos apertou o ombro direito de Anita e disse que ainda havia tempo de eles desistirem, a menina revirou os olhos e disse que não tinham com o que preocupar, não era a primeira vez que faziam aquilo. Carlos engoliu seco enquanto encarava o casarão.

Mais um desafio pela frente! Tenho total consciência que minhas tentativas de postar diariamente no Poem a Day foram um total fracasso, porém, esse novo desafio não irei encarar como algo diário, tudo porque: não sou obrigada.
Gostei do que ele propôs em seus dias e infelizmente não sei qual site iniciou, se soubesse, daria dos créditos.
Muito provavelmente vocês, assim como eu, serão pegos de surpresa com algum post cumprindo com o tema que foi proposto. Mas enfim, é isso.












